ANÁLISE DA ATUAÇÃO DO GRUPO ESPECIAL DE POLICIAMENTO EM ÁREAS DE RISCO (GEPAR) NOS AGLOMERADOS SANTA LÚCIA E MORRO DAS PEDRAS EM BELO HORIZONTE

PAULO GEOVANNY THOMAINO DELL' ISOLA

Resumo


No início deste século, a presença de grupos criminosos já se notabilizava como um dos fatores que influenciavam diretamente no recrudescimento da criminalidade violenta em espaços de vilas e favelas da cidade de Belo Horizonte. Este cenário, encontrado pelo Grupo Especial de Policiamento em Áreas de Risco (Gepar) à época de sua criação, não era dos mais favoráveis, evidenciando que o grupamento precisava agir na essência do problema da violência a fim de minar as ações das gangues que haviam se estabelecido nos aglomerados urbanos. Com o decorrer dos anos, percebeu-se que o Gepar começou a se afastar de suas origens e que o seu trabalho estava fundamentado em práticas eminentemente repressivas, desvirtuando-se do modelo de policiamento através do qual fora inspirado. Neste contexto, o objetivo precípuo deste artigo foi analisar a forma de atuação do Gepar nos Aglomerados Santa Lúcia e Morro das Pedras, duas das favelas mais violentas da capital mineira. A pesquisa envolveu a participação de lideranças comunitárias e também de policiais que atuam no Gepar, e as informações obtidas foram confrontadas com os dados estatísticos relativos à incidência criminal naquelas localidades. Como resultado, comprovou-se que, independentemente da área de atuação, as equipes se utilizam das mesmas estratégias de policiamento, demonstrando que as atividades desempenhadas pelo Gepar, para que sejam mais efetivas, precisam levar em consideração os contextos socioespaciais nos quais ele está inserido.

 

 

 


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